A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresenta nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, os avanços do seu Grupo de Trabalho de Tokenização e as diretrizes do Projeto Piloto DLT. O encontro acontece no Auditório Plínio Barreto da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, em parceria com ABcripto, ABToken, Anbima e ANCORD, com apoio da B3 e da FGV.
A abertura está prevista para o presidente da CVM, Otto Lobo. A programação técnica é coordenada por Bruno Gomes, superintendente de Securitização e Agronegócio da autarquia.
O que é o Projeto Piloto DLT
O piloto vai testar, em redes de registro distribuído (DLT, a mesma família de tecnologias da blockchain), as etapas do ciclo de vida de um valor mobiliário: emissão, oferta, distribuição, negociação, escrituração, custódia, depósito centralizado, liquidação e pós-negociação.
Os resultados devem servir de base para a futura regulamentação da tokenização no mercado de capitais brasileiro. Segundo a imprensa especializada, a CVM estuda diferentes modelos, desde tokens que representam ativos já existentes até estruturas criadas e negociadas inteiramente em DLT.
As frentes do grupo de trabalho
- desafios regulatórios e normativos;
- infraestrutura e segurança cibernética;
- soluções baseadas em inteligência artificial;
- governança institucional.
Por que importa para a advocacia
A tokenização desafia categorias tradicionais do direito societário, do mercado de capitais e do direito civil: quem é o titular, como se prova a propriedade, como funcionam garantias e transferências. Acompanhar o piloto é antecipar as perguntas que chegarão aos escritórios.
Fontes: BitNotícias (28/09/2026); Finsiders Brasil; Ancord.