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Drex: o que mudou no projeto do real digital

Depois da fase piloto, o Banco Central reduziu a aposta em blockchain e redirecionou o Drex para a infraestrutura do crédito, começando pela reconciliação de gravames.

Por Comissão de Direitos de Criptoativos e Blockchain · 7 de outubro de 2026 · 1 min de leitura

Anunciado como o “real digital”, o Drex passou por uma mudança de rota. Ao fim da fase piloto, o Banco Central encerrou a plataforma de testes e redesenhou o projeto para uma nova etapa, mais enxuta.

Menos blockchain

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a tecnologia testada “não se mostrou viável” para os objetivos do projeto. Segundo ele, “hoje existem outras maneiras de atingir o que a gente quer”, com foco em simplicidade e segurança.

Foco no crédito

A nova fase prioriza soluções para o mercado de crédito. O primeiro caso de uso é a reconciliação de gravames: verificar se um bem oferecido como garantia já está vinculado a outra operação, o que pode reduzir riscos e custos nos empréstimos com garantia.

E o público?

Nesta etapa, o Drex é uma infraestrutura voltada a instituições financeiras e outros participantes do sistema, e não uma carteira para uso direto da população.

Por que acompanhar

Registro de garantias, tokenização de ativos e interoperabilidade entre sistemas afetam diretamente contratos de crédito, execução de garantias e direito registral. São temas em que a advocacia será chamada a orientar bancos, empresas e clientes.


Fontes: Exame (30/12/2025); Banco Central do Brasil.

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